Sensível, delicado, emocionante e bem humorado. Pronto, se fosse para resumir em adjetivos esse filme, esses quatro seriam os escolhidos. Mas eles limitam demais toda a idéia, então vou um pouco mais além.
Aparentemente, a animação narra a história de Champion, um ciclista que sonha se consagrar um campeão do ciclismo até que é sequestrado. Madame Souza, sua avó, acompanhada do cachorro Bruno, segue em busca do neto e faz de tudo para resgata-lo. E aí no decorrer do filme é que se vê que o amor da avó pelo neto é o grande ponto. E por ser exposto sutilmente (uma das sutilezas é o fato de o filme ser mudo), esse sentimento chega ao espectador de uma forma tocante.
Com traços geométricos bem peculiares, os personagens tem suas características bem demarcadas, mas não chega ao ponto de ficar caricato. É intrigante, eu fiquei pensando por que dos olhos do cachorro são tão pequenos em relação ao resto, assim como as pernas são extremamente finas, enquanto o corpo é grande e gordo. Não sei qual foi o motivo dessa e de outras escolhas, mas para mim todos os personagens passaram algum tipo de fragilidade e o desenho só reforçava isso, dando humanidade a eles, mesmo não sendo realista.
Outro fator que contribui para a beleza e a qualidade do filme é a música. Não digo apenas a trilha sonora, mas ao meu ver o papel da música e sua relação com os personagens tornam a história ainda mais mágica. Isso porque a Madame Souza acaba encontrando as Trigêmeas de Belleville, três velhas senhoras que foram cantoras de cabaret nos anos 30, enquanto tirava um som do aro de uma roda de bicicleta. Elas até se apresentam juntas em um número divertido, em que cada uma faz música com um instrumento inusitado: jornal, geladeira, aspirador e a roda da bicicleta. Antes mesmo desse encontro, Souza já demonstrava sua aptidão enquanto ajeitava a roda da bicicleta de seu neto com a ajuda de um diapasão (apesar de que quando tocava piano, o som não era lá muito agradável, para não dizer desafinado).
O filme dosa bem a carga emocional e dramática da história e de cada um dos personagens (inclusive os dramas e sonhos do cachorro) com a leveza e o humor que as cenas divertidas e aventureiras possuem. É um desafio e tanto para quem não está habituado com animações, filmes mudos e com um ritmo um pouco mais lento de se chegar em cenas de ação. Ou seja, ansiosos sofrem um pouquinho no começo, quando nada parece acontecer, mas aí se apegue aos detalhes do desenho, se prenda as alterações da trilha sonora e se deixe envolver com a Madame Souza – ela é apaixonante.
Ilha Magdalena – Terra do Fogo – Patagônia

Foram cavando contatos, metendo as caras, se apresentando, divulgando, produzindo e caprichando nos textos, no visual do blog e o negócio foi crescendo, chamando a atenção de quem curte e acompanha o movimento. Descolaram uma colaboradora, 
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Sem saber do que se tratava a peça, o autor, diretor ou qualquer pessoa do elenco, fui sábado assistir “
A linguagem também é inusitada. A cada diálogo, há falas paralelas à cena principal, como se o ator confessasse para a plateia o que pensa sobre a situação X enquanto ela acontece. À princípio, temi que ficasse didático e tudo o que acontecesse na peça recebesse uma explicação ou uma reflexão, o que tornaria tudo muito chato. Mas não. Até porque não parou por aí a mistura de formatos. Quando se pensa que está assistindo um espetáculo sóbrio, com poucas pitadas de humor, eis que surgem três personagens fantásticos, que trazem um aspecto lúdico para a história, com interferências cômicas e delicadas – nada de escrachado.
Sou fascinada por feiras! Menos pelo consumo (odeio fazer compras), mais pelo passeio, pela variedade de pessoas, tranqueiras e delícias. E muito pelo clima de fim de semana. Tudo bem que tem aqueles micro traumas de infância de ter que ir com a mãe porque TEM-QUE-IR (e aí levava bronca por causa da cara emburrada), ou então aquele cachorro pulguento que cismou com você, não te largou e te assustou…Sem contar o lixo e o cheiro que fica a rua pós-feira. É, quem mora numa rua que tem feira deve sofrer. Mas no meu caso, é só diversão!