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Sobre afinação de cordas

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Não se deve desistir de afinar o violão. Ele vai teimar a vida inteira em soltar ou apertar mais as cordas. Varia com a temperatura e depende também do dono, se ele cuida, troca as cordas de vez em quando. De tempos em tempos precisa trocar as tarrachas também e tocar. Tocar, tocar e tocar. Até porque quem toca pode ir desafinando junto, perdendo a sensibilidade, o “ouvido”.

Esses dias quando fui afinar meu violão, que está com cordas novas, bonito, reformadinho, comecei a lembrar da dificuldade que é afinar o Sol. É uma das cordas que ficam bem no meio das outras e é chave para definir o som das outras. Não tem como escapar: em nenhum acorde ela passa desapercebida.

É rebelde e engaana bem: você acaba de afiná-la, mas depois de poucos acordes, lá está ela dando as caras e tirando uma com você. Precisa de paciência e sensibilidade para notar seus deslizes.

Mas aos poucos ela volta a soar bem – depois de muito insistir, tirar a poeira da corda e testar sua elasticidade. Como quando despertamos e sentimos a necessidade de nos espriguiçar para conseguir levantar da cama. É o ritual para dar início ao dia, sentir as articulações das pernas e braços plenas.

E assim como o violão tem suas cordas mais fáceis de afinar (como é para mim o Lá e o Mi mais agudo), acho que todos temos também aspectos que se destacam e brilham mais, mas que podem soar desafinados graças a uma má afinação de uma corda chave – dessas que precisam de ajustes diários, atenção, dedicação e paciência. E daí para ajustar todas as cordas num tom errado é um pulo e não há canção que se salve.

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Mentira…

“Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito

Exijo respeito, não sou mais um sonhador

Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor

E dou risada do grande amor

…”

(Chico Buarque)

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Write about love!

Adorei a sugestão da nova música do Belle & Sebastian:

I know a spell
That would make you well
Write about love,
It could be in any tense, but it must make sense

I know a trick:
Forget that you are sick
Write about love,
It could be in any form, hand it to me in the morning

I hate my job
I’m working way too much (everyday I’m stuck in an office)
At one o’clock
I take my lunch up on the roof (up on the roof)
The city’s right below
I write about a man
He’s intellectual and he’s hot
But he understands

The seconds move on (if you watch the clock)
And the sky grows dark (if you’re looking up)
But the girls move from thrill to thrill on the tightrope walk (on the tightrope walk)

I know a way (so you know the way)
Get on your skinny knees and pray (Maybe not today)
You’ve got to see the dreams through the windows and the trees of your living room

A banda liberou no site oficial a música para download na semana passada 🙂

Eu queria saber escrever sobre amor, fosse em caderninhos no metrô, guardanapos no boteco ou até na internet. A Melissa mesmo parece que ouviu o conselho da música e escreveu um conto gracinha no blog dela esses dias.

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Efêmera

As músicas da Tulipa Ruiz chegaram num momento pós-viagem, em que é sempre bom revitalizar os ouvidos.

O timbre é delicado, seus agudos são doces e o repertório divertido, romântico e até despretencioso. Sabe música simples e bonita? É assim.

Tô apaixonada por “Só Sei Dançar Com Você”, mas essa traduz muito a “fase efêmera”:

“Por isso eu vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho
Martelo o tempo preu ficar mais pianinho
com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras
e que estão despetaladas, acabadas
Sempre pedem um tipo de recomeço”

Obs: além de cantora, Tulipa também desenha – tem umas coisas fofas dela aqui: ateliedatulipa.tumblr.com

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Sai desse repeat!

Chega de repetir a mesma música! Meu disco já riscou!

Vira pro lado B e fim.

via nerdinlove

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Tres mil millones de latidos

Eu e o Dani precisávamos desse show. Lavou a alma dos dois. Saímos andando para ver se ajudava a processar o tanto de poesia que ouvimos durante a noite. Seu violão inspira a pegar estrada, é trip music. Entre os versos mais bonitos, esse foi o que marcou:

“Hay gente que es de un lugar,
No es mi caso.
Yo estoy aquí, de paso”

(da música “Tres Mil Milones de latidos”)

Aqui está o trecho final do show, com a música “La Trama Y El Desenlace” e “Sea”:

Aliás, o refrão desta música é também pura poesia:

“Amar la trama más que al desenlace”

É o “desfrutar” de uma viagem, curtir o trajeto de barco, bike,  avião,  a pé…

Faltou ouvir uma, mas tô feliz de ter encontrado o canal do Jorge Drexler no Youtube. Lá tem um clip dos músicos tocando juntos no estúdio e já vale a pena, porque é daquelas músicas que dá pra ouvir instrumento por instrumento, a dinâmica crescer e suavizar. Vê só como fez falta:

Como na letra do refrão, o instrumental também nos induz à “Inmersión, Inmersión

A pegada latina é forte e a guitarra flamenca tem invadido as canções. A referência espanhola não teve como não encontrar o Fel e me emocionar. Foi com “Las Transeuntes”:

Obs: Dani muito sagaz já escreveu lindamente sobre a noite.

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The Dog Days Are Over!

Tava esperando acabar os meus “dog days” pra poder postar essa música aqui e celebrar.

Achei o clip lindo, essa coisa da floresta, tudo colorido, bem lúdico. Essa música tem uma força e por mais que já tenha escutado mil vezes, é difícil não sentir o impacto. Ela te chama para “correr”, pra viver. É a música ideal para um sábado de manhã ensolarado após uma semana do cão (claro! rs).

O clip não tá inteiro. Tem uma versão nova e completa, mas dessa já não curti muito. Outra versão é o trailer do filme “Comer, Rezar, Amar“, que também tá lindo (Javier Bardem + James Franco = !!!).

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