Direito autoral

Se tem uma coisa que essas redes sociais têm conseguido de maneira geral preservar foi o direito autoral. De ideias, de textos, de piadas, de imagens, de vídeos, de poemas, que seja.

Não estou falando de grana. De ganhar propriamente dinheiro com alguma ideia e toda vez que ela for reproduzida, como era com a música, o autor ganhar dinheiro em cima disso. Claro que não, esse esquema a internet já estraçalhou.

Eu me refiro ao dia-a-dia do Facebook e Twitter, quando alguém lança alguma piadinha e vê aquilo ser replicado por vários amigos por aí. Acho interessantíssimo que o Twitter tenha esse código de ética informal, de dar nome aos bois, de dar crédito à fonte, ao autor do negócio.

Seja uma frase tosca da Xuxa, um twitt do @Carpinejar ou do @oclebermachado, que são pessoas conhecidas ou personas do twitter (como é o caso do fake do narrador esportivo), seja uma dica de site, música ou blog dada por alguém, sempre há o “via fulano” ou lá no RT a fonte.

Depois de milhares de casos de textos, fotos, músicas e ideias roubadas graças à internet, me parece que o autor volta a ser valorizado. Ainda não sei explicar o porquê, já que tem tanta coisa bagunçada por aí e é tão simples roubar e creditar a si próprio qualquer coisa que seja.

Acho que tem a ver com o fato de que todos os seres online viraram autores. Não tem mais privilégio: qualquer um tem blog, publica, divulga e pode ser lido por mais gente que o maior jornal do país. É só encontrar um nicho, divulgar pro público certo e de um jeito interessante e “pronto” (como se fosse pouca coisa).

E aí o número de autores não é mais inferior que o número de leitores. Agora são todos “iguais”: publicam, replicam e lêem. Logo, eu posso roubar e ser roubado também. E aí, como faz? Ah, então vamos ser justos agora, que tal? Você põe meu nome que eu ponho o teu e fica tudo certo?

Via: se tivesse que dar alguma referência, seria o site Digestivo Cultural, por conta dos textos e dos papos com pessoal de lá sobre esse assunto.

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