Radiohead

Tá tarde, eu sei, mas não quero deixar de comentar o show maravilhoso que assisti. Em tópicos, pra ficar menos cansativo:

radiohead1

# Esperava me deliciar com a dancinha do Amarante, mas acabei me apaixonando pelas discretas requebradas do Thom Yorke

# Esperei pela chuva, pelo choro, pela sensação anestésica de algumas músicas… Mas não, não fiquei nada nada a flor da pele – o que foi ótimo por um lado, porque consegui aproveitar cada acorde da banda, ligadona. Outras emoções…

# Saí de lá com a sensação de que os Los Hermanos podem terminar numa boa, que não vão me fazer falta. Ok, soa extremamente arrogante, mas eu explico: precisava deste último show pra me satisfazer. Pronto, terminou, to satisfeita e acho que não toparia ir em próximos, não. Não deixo de achar uma boa banda, músicas incríveis, mas cansei . Junto com eles – ainda bem! Não houve nada muito racional, na verdade, mas depois li algumas críticas dizendo que eles tavam meio frios, mesmo. Se bobear me contaminei também.

thom_yorke

# Fui esperta ao escolher baixar o “In Raibows” pra me preparar pro show (afinal, só conhecia male-male o “OK Computer” e outros hitzinhos). É o meu segundo álbum preferido (“OK” vem primeiro, óbvio) e o efeito que todos aqueles sintetizadores causam é sensacional. Mas senti falta de conhecer o “The Bends” e o “Kid A”. E é extremamente triste conhecer de verdade uma banda após seu provável único show ter passado pelo país. Agora é ficar torcendo pra eles lançarem um DVD com essa turnê.

# Kraftwerk – O show dos caras foi o momento de comprar cerveja, ir ao banheiro, ligar para os amigos e afins. Mas me surpreendi – eu que não gosto nada de música eletrônica, fiquei bem interessada no som deles – ainda mais se for pensar que eles já brincavam nos computadores assim na década de 70.

# Metade do grande show eu passei irritada: tinha uma menina, uma graça, cantava tão bem, uma voz potente, sabe? Olha que demais: ela cantava até nas partes em que não tinham letra, cada frase melódica da banda! Cada “u-u-u” e inventava “la-la-la” pra tudo. Mas eu não tava afim de ouvir os 150 nego que sonham em fazer um dueto com o Thom Yorke. Eu também tenho esse sonho, na real, e não julgo quem queira fazer isso lá, afinal, é uma oportunidade única de ver o show do Radiohead no Brasil e cantar junto. Mas justamente por este mesmo motivo, eu queria ouvir ele, SÓ ele. Os incomodados que se mudem e eu fui lá pro fundo – porque ver eu não ia ver mesmo, mas ouvir era primordial. Aí sim…

Top 5 melhores momentos

– “Creep”

– “Paranoid Android” 

– “Fake Plastic Trees”

– “House of Cards”

– “Jigsaw Falling Into Places”

 

Projeto “Radiohead Rain Down”

A ideia eu achei genial – mas o resultado nem tanto… Bom, se eu já não gostei da menina que cantava do meu lado, eu não ia gostar mesmo de um video em que se ouve mais os fãs do que o Thom Yorke. Mas o lance de reunir vários videos postados no youtube por fãs que registram o show, provocando um efeito multicâmeras, é demais! Unindo isso à uma edição bem feita, pronto: o projeto já vale (mesmo com umas imagens meio tremidinhas e de baixa qualidade). Até porque, registros de momentos únicos como este show (pelo menos pra mim) valem muito!

Serviço: http://radioheadraindown.blogspot.com/

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3 Comentários

Arquivado em Drinks

3 Respostas para “Radiohead

  1. Caio Kenji/Brozzz

    Puta showzão! Só acrescento Idioteque ao topo da lista dos melhores momentos…..e as danças bizarras do thom yorke são foda mesmo.
    Beijos.

  2. po meu. e eu que fui no kiss. nao vi nada. e achei eles velhos feios e gordos. pior que eu vi eles a 10 anos atrás e achei a MESMA COISA. eu não aprendo..
    só consegui me divertir mesmo até hoje no show do nine inch nails, fantomas e hermeto pascoal. hueahuahe.

  3. Gata! Eu também tive uma fofa cantarolando todos os gemidos possíveis e inventáveis. Mas ruim mesmo foi ouvir o blablabla da cunhada do meu amigo que ‘nem gosta’ desse ‘tal’ de radio ‘o quê?’ – foi o que ouvi da mula. Pedi para ela se retirar do estabelecimento e sabe o que ela fez? Foi embora mesmo. Tava nem aí. Foda-se a tonta.

    Mas voltando: foi incrível mesmo, né? Mudou minha vida.

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