Chão!

Depois de muito vagar, filosofar sobre o nada, devanear sobre “o amor, o sorriso e a flor”, chorar as pitangas, ter crises existenciais, menstruais e profissionais, brincar de “literata”…tudo isso de pernas abertas escancarado lá, no Vagamundo Vago…ufa, acho que deu!

Transbordei demais todos os sentimentos da forma intensa que sempre senti, escrevi sobre a escassez deles, a mistura de todos e acho que essa névoa toda que me envolvia/seduzia/confundia/enlouquecia está cada vez mais longe. Não que eu seja uma pedra e não sinta mais nada intensamente como antes. Só cansei de tropeçar em nuvens e viver aérea. Cansei do “universo umbigo”.

A vida já é vaga e abstrata demais, senti falta do chão, do pau, da pedra, do caco de vidro…mas também de batom, cerveja, papel, CD, livro, sapato…Quero apalpar, tocar, amassar, rasgar, chutar, arranhar (ok, menos agressividade…) e todos esses verbos aí menos floridos e azulzinhos.

Nada contra o fofo: ele vai continuar lá, quietinho, bonitinho, para quando um dia eu quiser recordar ou mesmo pedir um colo chorando querer rabiscar umas coisinhas, tá lá, no lugarzinho dele. Mas chega de desabafos virtuais. E também tava afim de mudar a estética, as ferramentas e vim pro concorrente. Veremos…

Como diria o Dani, acho que a palavra que resume e engloba tudo é: Chão! (mais umas 30 mil vezes, mas a gente deixa isso pra quando tiver numa festa…)

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